Em resumo: a instalação de um split residencial fica, como faixa de mercado nacional, entre R$ 450 e R$ 1.100 até 12.000 BTUs e entre R$ 750 e R$ 1.650 de 18.000 a 24.000 BTUs, segundo a tabela da Lar Pontual (jul/2026). Outras fontes trabalham com piso mais alto: a Engehall (abr/2026) parte de R$ 550 e o InfoMoney (dez/2025) parte de R$ 700 na mesma capacidade.
Se você está no Sudeste, mire na parte de cima. A Engehall publica uma tabela regional em que o Sudeste aparece com mínimo de R$ 800, média de R$ 1.300 e máximo de R$ 1.800 para split de 9.000 a 12.000 BTUs. Repare que ali são valores de mão de obra, mais que o dobro da faixa nacional de mão de obra da mesma capacidade. Na capital, portanto, um orçamento bem acima da faixa nacional ainda pode estar dentro do mercado.
Esses números são de instalação padrão, e é aí que quase todo orçamento surpreende. O padrão cobre até 3 metros de tubulação de cobre isolada, cabo de comando, mangueira de dreno e o suporte da condensadora. Fora disso, entra como adicional (faixas da Lar Pontual, jul/2026):
- Metro extra de tubulação de cobre: R$ 35 a R$ 70 o metro.
- Ponto elétrico dedicado: R$ 250 a R$ 500.
- Furo em alvenaria ou viga: R$ 150 a R$ 300.
- Instalação em altura, com rapel ou andaime: R$ 400 a R$ 800.
- Carga complementar de gás em linha longa: R$ 150 a R$ 300.
São faixas de mercado, não preço fechado. Cada projeto é um projeto, e o valor real só sai depois de alguém ver onde o aparelho vai.
Você pesquisou o preço do aparelho, achou uma promoção boa, e aí veio a pergunta que ninguém responde direito: quanto vai custar pra instalar? Você acha um número no Google, pede um orçamento, e vem quase o dobro. Pede outro, vem a metade. Nenhum dos dois explica de onde saiu a conta, e você fica com a sensação de que vai ser passado pra trás por um dos dois.
Tabela de preço por capacidade
A instalação de um split residencial custa de R$ 450 a R$ 1.100 até 12.000 BTUs e de R$ 750 a R$ 1.650 entre 18.000 e 24.000 BTUs, já contando material. Os valores abaixo são reprodução da tabela publicada pela Lar Pontual em julho de 2026, cotejada em agosto de 2026 com as outras fontes do setor, que divergem como está descrito logo depois.
| Capacidade | Custo total com material | Só a mão de obra |
|---|---|---|
| 7.000 a 9.000 BTUs | R$ 450 a R$ 850 | R$ 350 a R$ 500 |
| 12.000 BTUs | R$ 550 a R$ 1.100 | R$ 450 a R$ 600 |
| 18.000 BTUs | R$ 750 a R$ 1.350 | R$ 550 a R$ 750 |
| 24.000 BTUs | R$ 900 a R$ 1.650 | R$ 650 a R$ 900 |
| 30.000 a 36.000 BTUs | R$ 1.200 a R$ 2.100 | R$ 850 a R$ 1.200 |
| 48.000 a 60.000 BTUs | R$ 1.800 a R$ 3.200 | R$ 1.200 a R$ 1.800 |
Fonte: Lar Pontual, jul/2026. As outras tabelas do setor divergem pra cima: a Engehall publica R$ 550 a R$ 1.100 de 7.000 a 12.000 BTUs, R$ 900 a R$ 1.600 de 18.000 a 24.000 e a partir de R$ 1.800 acima de 30.000; o InfoMoney trabalha com R$ 700 a R$ 1.200 de 9.000 a 12.000 BTUs. Adotei a faixa mais larga porque é a que reflete o que se vê na prática, mas se o seu orçamento veio acima do teto da Lar Pontual, ele ainda pode estar dentro do mercado pelas outras duas.
Quanto custa só a mão de obra
Sem material, a mão de obra fica em torno de R$ 350 a R$ 500 para aparelhos de 7.000 a 9.000 BTUs e R$ 450 a R$ 600 para um 12.000. É a distinção que mais confunde na hora de comparar duas propostas: uma empresa te passa o valor cheio, com cobre, suporte e material elétrico incluídos, e a outra te passa só a hora do técnico. Os dois números são honestos e não são comparáveis.
E se for inverter, muda o preço da instalação?
Não pela tecnologia. Instalar um inverter dá o mesmo trabalho que instalar um convencional de igual capacidade, porque o procedimento é idêntico: tubulação, vácuo, teste e liberação do gás. A diferença de preço está no aparelho. O único ponto de atenção é linha longa, em que cada modelo tem um limite de comprimento próprio.
Duas ressalvas sobre qualquer tabela dessas, inclusive esta. O preço muda por região, e a diferença não é pequena: a mesma instalação em São Paulo, Recife e Anápolis tem três valores diferentes. E a faixa é larga de propósito, porque metade do preço não depende do aparelho, depende do seu ponto.
O que a instalação padrão realmente cobre
Quando uma empresa te dá um preço "de instalação", o que está embutido ali é um kit básico que o mercado padronizou mais ou menos assim:
- Até 3 metros de tubulação de cobre com isolamento térmico.
- Cabo de comando entre a evaporadora e a condensadora.
- Mangueira de dreno.
- Suporte metálico de fixação da condensadora.
- A mão de obra da instalação, incluindo o vácuo e o teste.
Repare no primeiro item, porque ele é a origem de quase toda discussão de preço. Três metros é pouco. Dá quando a condensadora fica na varanda logo atrás da parede do quarto. Não dá quando ela vai pro fundo do quintal, pro telhado ou pra outra face do prédio.
O ponto prático: antes de pedir orçamento, meça com uma trena a distância entre onde vai a unidade de dentro e onde vai a de fora, seguindo o caminho real do cano e não a linha reta. Esse número muda o preço final mais que qualquer outro, e é o que mais vira surpresa no dia da obra.
Os 5 itens que fazem o preço subir com razão
Preço acima da tabela não é automaticamente abuso. Existe orçamento que olhou o seu ponto e orçamento que ignorou. Os cinco fatores abaixo mudam o valor legitimamente. As faixas dos quatro primeiros vêm da tabela de adicionais publicada pela Lar Pontual em julho de 2026; o quinto não costuma aparecer em tabela nenhuma, e é justamente por isso que ele surpreende.
1. Metros extras de tubulação
Passou dos 3 metros inclusos, cobra-se por metro adicional, de R$ 35 a R$ 70 o metro conforme a bitola. Parece pouco, mas uma instalação que precisa de 12 metros acumula uns R$ 300 a R$ 600 só de cano. O cobre é caro por conta própria: é commodity, e o preço acompanha o mercado internacional.
Duas coisas que costumam ser confundidas aqui, e que valem dinheiro no seu orçamento. Os 3 metros são um limite comercial, o que a empresa incluiu no preço. O aparelho tem um limite técnico diferente: ele sai de fábrica com carga de gás suficiente pra um comprimento que varia bastante conforme o fabricante, indo de 2 metros em alguns modelos a 7,5 metros em outros. O número do seu está no manual, e vale procurar, porque ele muda quem paga o quê: com um aparelho carregado pra 7,5 metros, os metros de cobre entre o quarto e o sétimo saem sem gás extra; com um carregado pra 2 ou 3 metros, que é comum em linha de entrada, o gás complementar já entra logo no quarto metro. Essa carga complementar custa de R$ 150 a R$ 300.
E existe um teto. Todo split tem comprimento máximo de tubulação e desnível máximo entre as unidades, escritos no manual. Passar disso não é pagar mais metro: é perder rendimento, arriscar o retorno de óleo ao compressor e ficar fora de especificação, com a garantia comprometida. Nesse caso a solução é mudar a posição da condensadora, não esticar o cano.
2. Ponto elétrico dedicado
Puxar um circuito elétrico dedicado até o aparelho custa entre R$ 250 e R$ 500, e é o custo que mais pega gente de surpresa, porque não parece serviço de ar condicionado.
Aqui cabe desfazer uma confusão que circula muito, inclusive em texto de empresa do ramo: circuito exclusivo não é coisa de aparelho grande. Split de qualquer capacidade, incluindo os de 7.000 e 9.000 BTUs, precisa de circuito próprio saindo do quadro, com disjuntor e fiação dedicados. Isso está nos manuais de instalação dos principais fabricantes vendidos aqui, alguns deles em letras maiúsculas. A ABNT NBR 5410, norma de instalações elétricas de baixa tensão, sustenta a exigência no item 4.2.5.5, que manda individualizar os circuitos terminais pela função do equipamento que alimentam.
Sobre a tensão, outra confusão comum: 220V não começa nos 18.000 BTUs. A maioria dos splits vendidos hoje já é 220V no 9.000 e no 12.000. Versões 127V existem, mas só nas capacidades menores e como minoria de catálogo. O que muda com a capacidade não é a exigência de circuito próprio, é a bitola do cabo e o tamanho do disjuntor.
Falta um item que quase nenhum orçamento discrimina e que é segurança pura: o aterramento. A NBR 5410 determina que todas as massas da instalação estejam ligadas a condutores de proteção, e imóvel antigo em São Paulo com frequência não tem esse aterramento. Quando não tem, alguém precisa resolver, e isso entra na conta.
Se a sua casa já tem o circuito pronto, esse valor todo some do orçamento. Se não tem, ele existe, e a proposta que não menciona nada disso provavelmente vai "descobrir" o problema no dia. Confira se o serviço elétrico está incluso ou se você vai precisar chamar um eletricista à parte: essa é uma das divergências mais comuns entre duas propostas.
3. Altura e acesso da condensadora
Condensadora em fachada de prédio, telhado ou qualquer posição que exija rapel, andaime ou plataforma muda o orçamento em R$ 400 a R$ 800. Isso não é margem extra: trabalho acima de 2 metros é atividade regulada pela NR-35, do Ministério do Trabalho, que exige treinamento específico, análise de risco e equipamento de proteção. Quem cobra o mesmo valor de uma instalação térrea e de uma em fachada de sexto andar ou errou o preço ou está trabalhando sem o equipamento que a norma manda.
4. Alvenaria, furo e tubulação embutida
Furar parede de concreto, atravessar viga ou embutir a tubulação na alvenaria acrescenta R$ 150 a R$ 300 por furo, mais o acabamento. Obra pronta sempre custa mais que obra em construção, porque na obra em construção o cano passa antes de fechar a parede. Se você ainda está reformando, esse é o momento de deixar a infraestrutura pronta e economizar de verdade.
5. Dreno que não corre por gravidade
O dreno ideal sai por gravidade, com inclinação suficiente do começo ao fim. Quando a posição do aparelho não permite, entra uma bomba de dreno: equipamento a mais, ponto de energia a mais e mão de obra a mais.
Esse é o item que mais aparece como adicional depois da visita técnica, e o que mais vira problema quando alguém economiza nele. Dreno feito na pressa, com caimento insuficiente ou mangueira ondulada, não dá defeito no dia da instalação: dá dois meses depois, pingando na parede, e volta como chamado de manutenção. É um dos motivos de a gente insistir em ver o ponto antes de fechar preço, porque o caminho do dreno é a coisa que menos se enxerga na foto que o cliente manda por WhatsApp.
E na hora de comparar duas propostas
Com a conta destrinchada, comparar fica direto. Pegue as duas propostas e confira quatro linhas:
- Quantos metros de tubulação estão inclusos e quanto custa o metro adicional.
- Se o ponto elétrico está dentro ou fora do valor, e se o aterramento entrou.
- Se a altura da condensadora foi considerada, no caso de fachada ou telhado.
- Se furo em alvenaria e acabamento entraram na conta.
Só que a maioria dos orçamentos chega por WhatsApp como uma linha só, do tipo "instalação 12.000: R$ 600", sem nada pra conferir. Nesse caso, copie e mande isto pros dois:
Boa tarde! Antes de fechar, você consegue detalhar: 1) quantos metros de tubulação estão inclusos e quanto custa o metro a mais; 2) o ponto elétrico dedicado está incluso ou é à parte; 3) a altura da condensadora foi considerada no valor; 4) furo em alvenaria e acabamento entram? Obrigado!
Quem responde item por item costuma ser quem já olhou o serviço. Quem responde "depois a gente vê" está te dando a informação de que ainda não olhou.
E o inverso também vale. Assim como preço muito abaixo do mercado significa que algo foi cortado, preço muito acima pode estar inflado, e três coisas denunciam: adicional cobrado sem dizer a quantidade ("material extra: R$ 400"), valor de trabalho em altura numa instalação térrea, e ponto elétrico cobrado onde já existe circuito dedicado com disjuntor próprio. Duas propostas com R$ 400 de diferença podem estar cobrando exatamente a mesma coisa, com uma delas empurrando os adicionais pro dia da obra. Mas podem também estar cobrando coisas diferentes, e agora você consegue ver qual é o caso.
Preço, porém, é metade da decisão. A outra metade é quem executa, e aí os critérios são outros: nota fiscal da mão de obra, bomba de vácuo antes de liberar o gás, garantia do serviço por escrito. Isso está detalhado no guia de como escolher a empresa de instalação, que é o par deste texto.
Então por que instalar ar condicionado é tão caro?
Porque a instalação de um split não é pendurar um aparelho na parede, é montar um circuito de refrigeração pressurizado dentro da sua casa.
O custo se divide em três frentes. Material, e o principal deles é o cobre, commodity cara e sem substituto barato. Hora técnica qualificada, porque a união dos tubos é flangeada e feita com flangeador e torquímetro, e porque antes de liberar o gás o sistema tem que receber vácuo com bomba própria e manifold, até um nível de pressão que o fabricante especifica. E responsabilidade, porque quem instala responde pelo que acontece depois, inclusive pela garantia do fabricante, que quase sempre é condicionada a uma instalação feita conforme o manual.
Vale desfazer aqui um mito que aparece até em texto técnico: instalação de split residencial normalmente não tem solda nem carga de gás. O aparelho novo já vem carregado de fábrica, e dentro do comprimento padrão os manuais mandam expressamente não alterar essa carga. O que o instalador faz é vácuo, teste e abertura das válvulas. Se alguém te disser que vai "colocar o gás" num aparelho novo de instalação curta, ou está falando errado ou está fazendo errado.
Comprar com instalação inclusa na loja compensa?
Muita gente fecha a instalação junto com o aparelho no e-commerce porque parece resolvido. Compensa em alguns casos e em outros não, e o critério é simples:
- A instalação da loja quase sempre é a padrão, com os mesmos 3 metros e nenhum adicional previsto. Se o seu ponto é simples, é conveniente e o preço costuma ser competitivo.
- Os extras são cobrados no dia, e aí você negocia sozinho, sem outra proposta pra comparar, com o aparelho já em casa e a parede esperando.
- Confirme por escrito quem assina a garantia do serviço, com nome e CNPJ, e por quanto tempo. Quando a instalação é intermediada, essa informação costuma vir menos clara, e é justamente ela que você vai precisar dali a seis meses.
Se o seu ponto tem qualquer complicação (distância grande, fachada, ponto elétrico inexistente, prédio com regra de condomínio), pedir um orçamento fechado com uma empresa que vai até o local antes de dar preço costuma sair mais previsível, mesmo que o número inicial pareça maior.
Em apartamento muda alguma coisa?
Muda, e quase sempre pra cima:
- A condensadora tem lugar definido pelo condomínio. Muitos prédios exigem posição específica na fachada ou em varanda técnica, e isso costuma alongar bastante a tubulação.
- Fachada é trabalho em altura, com a NR-35 valendo integralmente e, em muitos casos, exigência de rapel.
- Existe burocracia, porque parte dos condomínios pede aviso prévio, ART do serviço ou comprovação de seguro do prestador, e alguns limitam o horário de obra. Leia a convenção antes de agendar a instalação, não depois.
Ainda não escolheu a capacidade? Resolva antes de orçar
Se você já comprou o aparelho, pode pular esta parte. Se ainda não fechou a capacidade, resolva isso antes de pedir orçamento, porque muda o preço da instalação e o do aparelho ao mesmo tempo. Um split superdimensionado custa mais caro pra comprar, mais caro pra instalar e ainda gasta mais energia. O guia de cálculo de BTU por metro quadrado resolve isso em cinco minutos com uma trena.
Instalação em empresa: como o preço muda
Em loja, escritório, clínica ou academia o cálculo deixa de ser por aparelho e passa a ser por projeto: carga térmica do ambiente, quantidade de equipamentos, tipo de sistema (split, cassete, piso teto ou VRF) e infraestrutura elétrica dimensionada pro conjunto. Aqui o orçamento sai de um levantamento no local, e comparação por tabela deixa de fazer sentido.
É o tipo de projeto que a gente atende em climatização comercial, e onde a diferença entre um projeto bem dimensionado e um chutado aparece todo mês na conta de luz.
Em São Paulo, o número real sai do seu ponto
O número que você procura vem em duas partes: a faixa da tabela, que cobre a instalação padrão, e o que o seu ponto específico exige além dela. Na capital, some a isso a referência regional que a Engehall publica para o Sudeste, com média de R$ 1.300 de mão de obra num split de 9.000 a 12.000 BTUs, mais fachada envidraçada, exigência de ART em parte dos condomínios e janela restrita de horário de obra. Quem te dá um preço fechado sem perguntar a distância entre as unidades, a altura da condensadora e se existe circuito dedicado não te passou um orçamento, te passou um chute que vai ser corrigido depois.
Se você está em São Paulo e quer um orçamento de instalação de split, fala com a gente sem compromisso. A Watt Soluções vai até o local, mede a distância real do cano, confere o quadro elétrico e manda a proposta com os adicionais discriminados linha a linha e a garantia do serviço por escrito, do jeito que este texto ensinou você a cobrar de qualquer empresa. Cada projeto é um projeto, e o número certo é o que sai depois de alguém ver o seu.