Em resumo: não existe um preço único de PMOC, porque ele muda com o número de equipamentos, a capacidade e a complexidade do sistema. Como referência de mercado em São Paulo em 2026, a mesma faixa que a própria Watt já publica na página de PMOC, contratos comerciais costumam ficar entre R$ 800 e R$ 2.500 por mês, e sistemas com mais de 20 equipamentos partem de R$ 2.500. Isso já cobre o pacote completo: elaboração do plano e execução das visitas dentro do mesmo contrato. Tem prestador no mercado que separa isso em dois preços, um valor fechado só pra elaborar o documento e outro pra execução mensal à parte (sem uma fonte única confiável pra esse número, mas costuma aparecer numa faixa de R$ 500 a R$ 1.500, pago uma vez). Se um orçamento vier bem mais barato que isso, veja primeiro se ele cobre as duas partes. Desconfie de quem fecha "o menor preço do mercado" sem ver o seu caso: cada projeto é um projeto.
Você quer saber quanto vai pagar antes de chamar alguém, pra não cair numa proposta genérica nem pagar por um documento que não aguenta a fiscalização. Faz sentido: PMOC malfeito não protege ninguém, só existe no papel. Esse texto te dá a faixa real de mercado em São Paulo, explica por que um orçamento vem mais barato que o outro pelo "mesmo PMOC", e mostra a diferença entre pagar só pelo documento e pagar pela execução, que é onde mora a maior confusão.
Tabela de preço do PMOC por parque de equipamentos (São Paulo)
| Parque de equipamentos | Faixa mensal de referência (elaboração + execução) |
|---|---|
| Até 20 equipamentos | R$ 800 a R$ 2.500 |
| Acima de 20 equipamentos | a partir de R$ 2.500 |
Essa é a mesma faixa que a Watt já publica na página de PMOC, cobrindo o plano documentado e as visitas de execução dentro de um contrato só, sem cobrar elaboração e execução separado. Dentro da faixa de até 20 equipamentos, quanto menor o parque, mais perto do piso o valor costuma ficar; quanto mais equipamentos e mais complexo o sistema, mais perto do teto. O que muda de um orçamento pra outro geralmente é se ele cobre só o documento, só a execução, ou as duas coisas juntas, o que a próxima seção destrincha.
Vale um aviso: se você buscar "quanto custa PMOC" vai achar faixas bem mais largas por aí, misturando contrato pequeno de cidade pequena com operação grande de capital, o Brasil inteiro numa média só. Faixa nacional ampla assim serve pouco pra planejar o seu caso. O número acima é o que se pratica especificamente em contrato comercial na cidade de São Paulo, que é o que importa se é aqui que você está.
Tem também quem cobre por equipamento em vez de fechar uma mensalidade única. Não achamos uma fonte única confiável pra esse modelo, mas é comum ver contrato de PMOC anunciado numa faixa de R$ 50 a R$ 100 por aparelho ao mês, dependendo da capacidade. Pra quem tem poucos splits isso às vezes sai parecido com uma mensalidade fechada; pra parque grande, a mensalidade por faixa costuma ser mais simples de comparar entre propostas.
Elaborar o documento não é a mesma coisa que executar o PMOC
Aqui mora a confusão que mais gera orçamento capenga. PMOC não é um papel que se compra uma vez e guarda na gaveta: é um plano que precisa ser executado, com visita técnica de verdade, checklist cumprido e relatório assinado a cada manutenção, ano após ano.
- Elaboração do documento: é o plano em si, escrito por um responsável técnico habilitado a partir do levantamento dos seus equipamentos. No mercado, tem prestador que cobra isso à parte, na faixa citada acima (R$ 500 a R$ 1.500, pago uma vez).
- Execução mensal: são as visitas recorrentes que cumprem o que o documento prometeu, com registro de cada uma. É o que garante que o PMOC vale alguma coisa numa fiscalização.
Na Watt, esses dois pedaços vêm dentro do mesmo contrato: você não fecha um valor só pelo documento e depois corre atrás de quem execute à parte, o preço da tabela acima já é o pacote completo, elaborado em 5 a 10 dias úteis após a visita de levantamento. Mas vale saber que nem todo mercado funciona assim: um orçamento que só cobre a elaboração parece mais barato à primeira vista, mas deixa você sem quem faça (e registre) as visitas depois. Na hora da fiscalização, documento sem execução comprovada pesa quase como não ter PMOC nenhum.
O que faz o preço do PMOC subir ou descer
Segundo o que empresas do setor de engenharia de climatização costumam listar como fatores de precificação de PMOC:
- Número de equipamentos: mais splits, VRFs ou chillers significa mais paradas por visita.
- Capacidade (TR ou BTU): sistema maior pede mais tempo de checklist e, em porte alto, mão de obra mais especializada.
- Acesso aos equipamentos: condensadora em fachada, cobertura ou casa de máquinas apertada exige mais segurança e tempo.
- Frequência das visitas: o intervalo entre uma manutenção e outra é definido no próprio plano, e quanto mais curto, maior a mensalidade.
- Análise da qualidade do ar interno: medir poluentes e renovação de ar é um item cada vez mais pedido, mas costuma ser cobrado à parte do PMOC básico.
PMOC pleno ou simplificado muda o preço
O que define isso é a capacidade total instalada, medida em TR (tonelada de refrigeração). Acima de 5 TR, cerca de 60.000 BTU/h, o PMOC precisa ser pleno, com responsável técnico habilitado (engenheiro com ART no CREA, ou técnico em refrigeração com TRT no CFT/CRT) e seis frentes de trabalho por visita. Abaixo desse limite, o plano pode ser simplificado, mas continua obrigatório pra ambiente de uso coletivo. Na prática, a maioria dos comércios com ar central ou vários splits passa de 5 TR, então cai no pleno, que tende a custar mais por exigir mais frentes de trabalho e um profissional mais qualificado assinando.
Cuidado com "o menor preço do mercado"
É comum ver contrato de PMOC anunciado como o mais barato da praça. No dia a dia, o que o Jeozadaque, líder técnico da Watt, mais vê é justamente esse tipo de proposta chegando barata demais pra fazer sentido: se a visita não acontece de verdade e não tem responsável técnico apontado, não é economia, é risco vestido de contrato. Uma visita com responsável técnico habilitado presente, mais o deslocamento e o tempo real de checklist, tem um custo por trás que não desaparece só porque o papel ficou mais barato. Quando o valor anunciado não deixa espaço pra isso, alguma coisa saiu do orçamento, quase sempre a visita de verdade ou o responsável técnico presente. Se o síndico ou o gestor é fiscalizado e o plano não tem execução comprovada por trás, a multa prevista na Lei 6.437/1977 pode chegar a R$ 1.500.000, dobrando em caso de reincidência, mesmo com "PMOC" contratado.
Em São Paulo, sem chute
Se você está em São Paulo e quer um número pro seu caso, a Watt faz visita técnica e devolve o orçamento sem compromisso, pra prédio comercial, clínica, loja, academia ou indústria. Cada projeto é um projeto: o preço sai do que você tem instalado, não de uma tabela pronta. Se já sabe que precisa do plano documentado e quer entender o que ele cobre, conheça o PMOC completo da Watt. E se o próximo passo é comparar propostas, vale ver os critérios pra escolher a empresa certa de PMOC em São Paulo antes de fechar.